Pois é. Depois de dois " nãos" recebidos ainda quando estava no colégio quando tinha os concursos de poesias, fui classificada no concurso nacional Poesia Livre. De 3015 inscritos, eu fui uma dos 250 selecionados do Brasil inteiro. Jorge de Lima, espero ter te representado bem. Qual é a sensação? A melhor possível. Vou tentar ser menos clichê. Vou começar contando como foi que eu nasci, como foi a minha maieutica socrática ( risos).
Aos 13 anos comecei a escrever por paixonite aguda, aqui no blog mesmo e nos meus papéis de agenda e caderno. Em 2011 eu escrevi minha primeira poesia para concorrer à um concurso. Não ganhei. Mas ali foi o começo. Sabia que poderia escrever, mas não me considerava poeta. Como assim eu me escrevia e não me considerava poeta? É como um cientista que descobre a cura para algo e não acredita que ele é um cientista. Ou um médico que fez um procedimento cirúrgico e deu certo, ou uma professora que conseguiu alfabetizar uma turma inteira. São coisas que nos assustam e nos motivam ao mesmo tempo. E eu vou te contar... por muito tempo eu não dizia " sou poeta". Para mim poetas eram aqueles seres estampados nos nossos livros de literatura do colégio.
Para mim, era como se poeta de verdade tivesse acabado de existir. Como se só pudesse ser poeta aquele que escrevesse com uma peninha e tem cara de gente antiga. Mas quando eu me descobri poeta, eu descobri que poesia é tudo aquilo que eu posso descrever. A poesia é o testemunho do poeta. E eu sou o testemunho da marca do amor de Deus! Me inscrevi nesse concurso faltando dois dias para o prazo e no dia prometido meu nome estava na lista! Dentre 3000 brasileiros eu fui um dos 250 selecionados! Agora sim, eu recebi um sim! ( risos)
Gislayne Dias




