Não adianta começar dizendo que aprendi alguma coisa, porque
isso é clichê de escritor amador. Admito que rodei, rodei, já rodei muito. E
quando acho que aprendi muitas coisas, não aprendi nem a metade do que
realmente acho que aprendi. Não que eu seja burra por não ter aprendido quase
nada, mas de uma coisa eu fico certa que aprendi: as matérias da escola são
mais fáceis do que as matérias da vida.
Aprendi que são difíceis, mas não aprendi a encará-las do jeito que
deveria ser, porque a vida é um mistério... Teoria acadêmica é previsível, vida
real não é previsível aos nossos olhos porque Deus é quem manda, e quem tem
juízo obedece. De tantas causas ruins, às vezes me perco para tentar seguir em
frente. De tantas pessoas ruins, das quais me enrolei, voltei atrás, vi que não
valia a pena deixá-las ser muitas vezes privilegiadas sem merecimento algum.
Mas admito que vi muitas vezes nessas ruindades a minha ruindade. Pela fé eu
reconheço que o sofrimento não é para todos, pois é um caminho para santidade,
mas ainda sim pelo motivo da minha razão, pela minha imortalidade humana me
rebato várias vezes com a fé questionando o sofrimento em prol do meu
crescimento espiritual e da minha preguiça de sofrer, ou até mesmo por muitas
vezes ignorar Aquele que sofreu por mim, sem lembrar que seu sofrimento foi
maior do que todos os meus juntos e multiplicados por uma vida inteira. Porque
meus sofrimentos podem ser Providência, mas também podem ser por consequência
das minhas escolhas e desobediências. Diferente do sofrimento de Cristo, que
foi não pela culpa Dele, mas por minha culpa, por sua culpa, pela culpa do
mundo inteiro. Depois que arranjo inspiração e escrevo, concluo que aprendi
algumas coisas, na teoria, mas o instinto humano se contradiz aos aprendizados,
mesmo que sejam aprendizados antigos, repetidos, e por fim aprendidos.
Gislayne Dias
Gislayne Dias
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